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Combing Churra – Pentear Churra

October 5, 2016

 

This summer I finally got to try my new Valkyries combs on the many churra fleeces that I have in storage. Last year, I worked quite a bit with hand carded churra and I was pleased with the results overall. I really liked the lofty texture of the yarn (almost lopi-like), the sturdy character of the wool and the beautiful colors. Downside: a loooot of coarser fibers in some of the fleeces. This coarse hair sheds during the carding and spinning process and makes a mess if you are indoors. Also, carding can be ineffective on ‘seconds’ or very dirty fleeces. This meant I couldn’t process some dirtier fleeces and that I couldn’t make yarns that would be good for knitted close-to-skin garments. The yarn got softer with use, but it was still best for hard wearing household items or woven outerwear.

And then combs happened. Combs changed my entire outlook on churra. They add to the processing time, compared to cards, but the result is unbeatable. And the possibilities are endless. The coarse fiber falls out and the resulting combed top is soft, smooth and super clean. All in just one or two passes. I tried my hand at some particularly ‘ugly-looking’ fleeces (see picture above) and I ended up with a very professional looking piece of of fiber. More about the spinning experience in my next post!

Processed with VSCO with a6 preset

Este Verão experimentei usar os meus pentes novos para processar os meus (muitos) velos de Churra Bragançana. O ano passado já tinha fiado bastante lã Churra, mas cardada, com as minhas cardas manuais. Na altura, fiquei satisfeita com o resultado. Gostei da textura mais aberta do fio (tipo lopi), da sua resistência e da cor. O único senão: alguns dos velos tinham muito ‘pêlo’ (fibras mortas, fibras mais grossas do que a lã que fazem parte do velo) que caía durante a cardagem e fiação. Inconveniente, sobretudo para trabalhar em casa. E cardar certas partes mais sujas nem sempre corria bem…. No final, não compensava trabalhar certos velos (muita sujidade ou muito pêlo) e o fio era lindo, mas não apropriado para qualquer peço É um fio que fica mais macio com o uso, mas continua a ser sobretudo indicado para tapetes, colchas e casacos muito resistentes ao uso.

E depois apareceram os pentes.  Pentear demora mais algum tempo do que cardar, mas o resultado não tem comparação. O pêlo cai à medida que a lã é penteada e o resultado é uma fibra fofa, consistente e muito limpa. E tudo isto passando a lã só uma a duas vezes nos pentes, o que é menos do que eu esperava. Experimentei pentear os velos mais ’feios’ que tinha (como o da imagem acima) e consegui transformá-los em fibra de excelência. No próximo post conto mais sobre a fiação!

Processed with VSCO with f2 preset

 

2 Comments leave one →
  1. October 6, 2016 8:03 am

    Por aqui aconteceu o mesmo!
    Dos velos de Bordaleira de Entre Douro e Minho que tenho estado a trabalhar, há alguns que não são muito famosos em termos de pêlo morto, e isso notava-se muito na fibra cardada. Tinha-os colocado de lado até chegarem os meus pentes novos e voilá! Perfeição!
    O único senão de pentear vs cardar, para mim, é o desperdício que se gera, mas pode ser relativo se lhe dermos outras finalidades. Eu vou usar as fibras mais curtas para enchimentos, tal como estão ou feltradas em placas.
    Nas amostras das lãs portuguesas que fizemos para o estudo, todas as lãs foram penteadas por esta mesma razão.

    • October 14, 2016 3:59 pm

      Estava com muita curiosidade em saber se tinham experimentado os pentes nas amostras! E ainda bem – realmente é uma técnica que faz tanta diferença, sobretudo nas churras. E é incrível a capacidade de recuperar até a lã com pior aspecto. Até em Merinos de fraca qualidade tenho obtido excelentes resultados.

      A ideia de feltrar os desperdícios é excelente. Já experimentei a cardar e fiar estes restos e também fazem fios muito interessantes, sobretudo quando há pouca fibra morta.
      Uma coisa que gostava muito de saber é se há mais tradição no uso dos pentes em Portugal. A única pista que conheço é o vídeo da “Lã em Tempo Real”, em Miranda do Douro (que foi a minha inspiração inicial para comprar pentes). Mas como há pentes em tantas partes da Europa, não seria surpreendente se também houvesse em Portugal. Sobretudo na preparação de fios de mais alta qualidade.

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