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Superwash, nunca mais – Superwash, never again

January 14, 2016

aqui falei na chamada lã “superwash“, os fios laváveis que parecem inócuos mas passam por um processamento químico muito agressivo. A semana passada fui pela primeira vez em muito tempo a uma loja de lãs aqui nos Estados Unidos. Uma loja cheia de produtos locais, de alta qualidade. Uma loja em que todas as lãs têm ficha técnica, em que os clientes perguntam pela composição e pela proveniência e em que a qualidade conta até mais do que o preço. E, no entanto, de entre as muitas opções de fios, quase metade eram superwash.

A maior parte dos clientes não sabe ou não é sensível à questão da lã superwash. Eu também não era. Até ler este artigo, nunca tinha pensado muito no assunto. E, por mero desconhecimento, acabei por comprar alguns fios superwash ao longo dos anos.

Uma dessas meadas foi uma Malabrigo Rios com que fiz este gorro, há uns dois anos. Era suave, a cor era bonita. O dono gostou imenso e o tamanho estava perfeito. Agora, o gorro está assim…

Ainda serve e é usado todos os dias, mas está largo e o tecido não tem elasticidade nenhuma. Tentei lavá-lo para ir ao sítio mas não ajudou. Depois li que o fio superwash tem de ir à máquina de secar para voltar à forma inicial (e eu que não gosto nada de malhas na máquina de secar…). Retomou a forma, como se vê ( a fotografia foi tirada logo depois de sair da máquina). Mas bastaram uns dias de uso para o gorro começar a alargar outra vez.

O problema com o superwash não é só o plástico em que o fio é envolvido ou a quantidade de químicos agressivos que tem – é que não faz um tecido duradouro! Retira a elasticidade à lã que a mantém na forma tricotada e diminui a qualidade do  produto final. E é sempre uma pena quando horas e horas de trabalho e dedicação culminam numa peça que não dura e que não assenta. Por estas e por outras, superwash, nunca mais!

A minha experiência é relativa ao superwash convencional. Existem agora fios laváveis produzidos por processos mais sustentáveis e não sei se têm os mesmo problemas. Devo dizer também que tenho vários pares de meias tricotados em superwash (alguns feitos precisamente para gastar novelos) em que esta falta de elasticidade se nota muito menos.


I have talked about superwash here before, those “washable” yarns that, unbeknownst to many, are the product of aggressive chemical treatments. Last week, I visited a yarn shop here in the US for the first time in a while. This was a beautiful shop, filled with local, high quality yarns. A shop where customers like to know the origin of their wool and where quality is more important than price. And, in spite of all this, almost half of the yarn selection seemed to be superwash.

Most people don’t know or don’t care about superwash. I didn’t even notice it on the labels until I read this article. Over the years I ended buying more than a couple of superwash skeins.

One of those skeins was the Malabrigo Rios I used to make this beanie, a couple of years ago. It was soft, the colour was great. The new owner loved it and the size was just right. Now it looks like this… [see first picture]

It still kind of fits and gets daily use, but it’s loose and the fabric has lost its elasticity. I tried handwashing it, but that that did no good. Then I read that superwash must be machine dried to return to its original shape (I hate throwing handknits into a drier…). It did spring back to shape, as you can see [the second photo was taken just after the beanie was dried] . But in just a few days it has started to loosened again.

The problem with superwash is not just the plastic in which it is coated or the chemicals it is exposed to – it’s the poor quality of the fabric that it makes! It is a wool with no elasticity, that doesn’t stay in shape and that makes for a less durable garment. And it is always a shame when after hours of work and dedication your knitted piece is not as durable and beautiful as it could have been. That’s why I have decided: superwash, never again.

My experience involves only conventional superwash. There are now eco-friendly superwash options in the market but I have no information on how the elasticity and durability of these yarns. I must also say I have several handknit superwash socks (some done precisely to use up undesirable superwash yarn) and that the lack of elasticity is less noticeable there.

4 Comments leave one →
  1. January 14, 2016 4:56 pm

    Ora aí está!!!! Deram-me uns novelos de lã superwash para meias há uns tempos e também me questionava sobre o que seria esse poer “superwash”. Por preguiça acabei por nunca pesquisar. Nem de propósito, partilhas esta tua experiência agora mesmo que me pus a dar uso aos novelos. Obrigada!

  2. January 15, 2016 2:50 pm

    E como é que sabemos que o novelo é superwash? Vem mencionado na etiqueta? Obrigada.

    • January 15, 2016 3:48 pm

      Normalmente vem na etiqueta. Ou está no nome do fio ou na composição (“100% lã superwash”). Se a etiqueta indica que o fio não é lavável à máquina, então não levou tratamento superwash (o contrário não é verdade, há fios laváveis à máquina que passam por outros tratamentos que não o superwash convencional, mas são mais raros).

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