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Irritações Folclóricas

January 7, 2015
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in “A Arte e a Natureza em Portugal” Viana do Castelo

Os ranchos folclóricos sempre me deram uma certa comichão… Não sei se foi um enjoo de tricanas, ou questão de princípio filosófico, mas ranchos folclóricos não é comigo.

Gosto no entanto de ver fotografias antigas por várias razões (sobretudo quando mostram gente a fiar). Há algumas páginas no facebook dedicadas à compilação deste tipo de ‘arquivos’ fotográficos e em que encontro coisas com muito interesse. O problema, são os comentários, sobretudo quando o público alvo está ligado às reconstituições e aos “ranchos”. Dá-me para rir, mas a coisa é séria. Aparecem em fotografias de gente sem dentes nem roupa nem sapatos. Quanto mais miserável o retratado, mais oportunidade para comentar. Há o clássico “bons velhos tempos”, o “ar puro” e a tantas variantes do “pobrezinhos mas honrados”. E depois há quem deixe opinião sobre tudo e mais alguma coisa e chame rodas às rocas e tecer a fiar. Ficam aqui alguns exemplos.

..Eram tão felizes!!!…Não tinham o stress do nosso dia.

 A humildade começava na apresentação,,, bem me lembro

 Fiandeira, descalcinha, pois.

Não havia reformas nem tempo para crises existenciais……….🙂

casa rústica porém linda e digna.

não se vê nada mais nada menos do que algo de simples e honrado.

sim tempos duros mas para ter este lindo sorriso eria muito feliz a vida actual agora pouco tempo nos deixa para apreciar a vida

 verdade trabalho arduo, mas o povo português é uma lenda. grands tempos

hoje poucos sabem o que foi trabalho duro e sofrido hoje os grupos teem vergonha de ser pobres e a maioria não dignifica o seu passado.. [resposta]-foi bon tempo duro mas melhor que atualmente

 Essa página é maravilhosa ! Sobrava ainda algo desse tempo quando passei uns tempos em Coimbra, resquícios apenas que sumiram por completo após a funesta revolução do Cravos.

Está a cardar… talvez linho.

A singileza da menina serrana a tecer a la…roca!! [foto de uma dobadeira e fuso]

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in “A Arte e a Natureza em Portugal” – Miranda do Douro

4 Comments leave one →
  1. January 7, 2015 9:44 am

    Sinto o mesmo. Gosto de observar o modo como se vestem, a roupa e os enfeites que usam. Mas não tenho nem nunca tive pachorra para o “espectáculo” em si. Gosto das fotografias porque sou uma cuiosa por este passado e porque acho fantásticas as expressões das pessoas retratadas! E estas duas fotografias são um bom exemplo do que gosto de ver.

  2. January 7, 2015 11:15 am

    …e no entanto se não fossem os ranchos (uns mais e outros menos “folclóricos”, mais ou menos interessantes, muitas mais maneiras de fazer e ofícios já tinham perecido. É ver quantas tecedeiras e fazedoras de meias (e tamanqueiros, etc.) trabalham sobretudo por encomenda dos ranchos (ou dos “foclóricos”, como ouvi agora em São Miguel), muitos deles nos países destino da nossa emigração, e sem essas encomendas já teriam posto o ofício de lado.

  3. January 7, 2015 9:53 pm

    era, e é, uma vida dura. dura dura dura. e nós temos, nós que assim os vemos e que os podemos “pensar”, a grande tarefa (dever?) de dar aos ofícios um corpo no tempo moderno, no hoje. beleza não lhes falta. e tendo em conta a urgência da sustentabilidade faz todo o sentido…

Trackbacks

  1. há dez anos atrás | no translation | as malhinhas da mamã

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